Vigilância Epidemiológica esclarece boatos sobre possível surto de esporotricose e reforça cuidados com animais

Publicado em 11/02/2026 - Imbituba
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A Vigilância Epidemiológica, por meio do Setor de Zoonoses, esclarece que informações falsas estão circulando, no município, sobre a existência de um suposto surto de esporotricose em gatos.

Até o momento, não há registros oficiais de casos de esporotricose na Vigilância Epidemiológica de Imbituba, não havendo confirmação de surto.

A esporotricose (conhecida como “doença do jardineiro” ou “doença dos floristas”) é uma zoonose, ou seja, uma doença infectocontagiosa do tipo micose, causada por fungos do gênero Sporothrix, que acomete principalmente gatos e cães. Ela pode ser transmitida ao ser humano, especialmente por meio de arranhaduras, mordeduras ou contato direto com secreções e lesões cutâneas de animais infectados.

O fungo entra no organismo através da pele lesionada, por feridas, cortes, arranhões ou pequenos traumas. Ele está presente na natureza, no solo com material orgânico, nos espinhos de arbustos, em árvores e na vegetação em decomposição.

Principais sinais clínicos

Nos animais: feridas na pele que não cicatrizam, geralmente na face, patas e cauda, presença de secreção; apatia, emagrecimento.

Em humanos: lesões na pele, geralmente iniciando como pequenos nódulos que podem evoluir para feridas ao longo do trajeto linfático.

Sobre a notificação

A esporotricose é uma doença de notificação obrigatória. Todo médico-veterinário que atender um caso suspeito ou confirmado deve entrar em contato com a Vigilância Epidemiológica para os devidos encaminhamentos, incluindo:

– Orientação e envio de amostras biológicas para laboratório credenciado;

– Notificação oficial do caso ao município;

– Preenchimento completo dos termos de investigação epidemiológica.

Orientações ao responsável pelo animal

– Isolar o animal, evitando contato com outros animais e pessoas;

– Não manipular lesões sem proteção, utilizando luvas;

– Iniciar o tratamento o mais rápido possível, conforme prescrição veterinária;

– Seguir rigorosamente as orientações de manejo, higiene e biossegurança;

– Não abandonar o animal.

Caso o cidadão possua um animal com sinais compatíveis com esporotricose, a orientação é levá-lo ao médico-veterinário de sua confiança o mais rápido possível.

Fonte: Diretoria de Comunicação e Inteligência